Tuesday, September 15, 2009

Plantas inteligentes

Na Internet, descubri vários artigos sobre a inteligência as plantas, em que os cientistas alertam para o facto de que “os vegetais não podem ser considerados organismos aborrecidos e passivos que esperam que os cortem ou comam.
Muitas plantas criam redes de comunicação internas e conseguem trocar informações”. Intrigada, leio o resultados destas pesquisas. Um dos exemplos são as framboesas, que comunicam por canais internos, informando da aproximação de inimigos, como lagartas. Se uma planta for atacada, as outras recebem um sinal e fortalecem o seu sistema de resistência químico e mecânico para se tornarem menos “saborosas”. Algumas experiências mostraram que as plantas conseguem, de facto, limitar danos. O estudo integra-se no projecto Vidi, Plant Intranets. Costs, benefits, & risks of communication pathways in clonal plant networks (intranets de plantas, custos, benefícios e riscos dos canais de comunicação em redes de plantas clonadas), financiado pela NWO e Radboud University Nijmegen.
Outros biólogos identificaram a estratégia das plantas para identificarem um ataque. Quando os insectos ingerem a planta, a digestão transforma as proteínas num estimulante de peptides, devolvidos à planta quando o insecto volta para alimentar-se. A planta reconhece essa substância, pensando: Este já se veio alimentar aqui. Cria então químicos defensivos. “Fazem muito mais do que nós, porque são estáticas, e não podem correr e fugir quando algo as ataca”, refere Eric Schmelz, fisiólogo na USDA. Estes químicos podem atrair outros insectos, predadores dos que estão a devastar as plantas. Acontece nas árvores de frutos e em campos de milho agricultores já detectaram um cheiro doce quando um certo tipo de minhocas começa a surgir. Estes estudos não são desinteressados: podem permitir usar menos pesticidas no futuro, estimulando apenas as defesas naturais do vegetal.
O mais engraçado é que pesquisas no campo das telecomunicações interactivas criaram um aparelho que permite às plantas de casa enviarem SMS. Trata-se de um sesnor de humidade do solo que envia mensagens curtas até mesmo através de um serviço como o Twitter, pedindo água, agradecendo ou assinalando excesso de água. Os sensores emitem ondas eléctricas e o grau de humidade é comparado ao níveis optimizados, enviados para uma rede que envia a mensagem através de um aparelho. O sistema chama-se Botanicalls e funciona como um computador ligado à planta, que comunica sem fios com outro dispositivo, ligado à Internet. A fonte respeitável destas notícias é a Science Daily.

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